A Grande Mártir Santa Catarina de Alexandria.
Festa: 24 novembro pelo calendário antigo, 7 de dezembro no calendário novo
Santa Catharina nasceu em Alexandria na segunda metade do terceiro século. Ela descendia de família nobre e distinguia-se pela inteligência iluminada em cultura e pela beleza. Muitos pretendentes ricos e aristocratas procuravam sua mão para o matrimônio e sua mãe e seus parentes tentavam persuadí-la a aceitar o casamento. Mas Catharina demorava para responder e dizia aos seus familiares: "Se querem que eu me case, então encontrem um jovem cuja beleza e inteligência sejam similares às minhas."
Deus fez de tal maneira, que Catharina conheceu um belo eremita que possuía uma mente iluminada e levava uma vida íntegra. Discutindo com Catharina méritos de seus admiradores, o eremita disse: "Conheço um Noivo, o qual é superior a tí em tudo. Ele é incomparável." Em seguida ele lhe deu um ícone da Virgem Santíssima, prometendo que Ela iria ajudá-la a ver o extraordinário Noivo.
Na mesma noite, Catharina num sono leve, viu aparecer a Rainha do céu rodeada por anjos parada diante dela segurando em seus braços uma Criança que possuía o brilho do sol. Inutilmente Catharina tentou lançar o olhar à face Dele: Ele virava o rosto. "Não despreze Tua própria criação, — suplicava a Mãe de Deus ao seu Filho, — diga-lhe o que deve fazer para ver o Teu semblante iluminado." "Deixa que ela retorne ao ancião e então saberá através dele" respondeu a Criança.
O sonho maravilhoso impressionou profundamente a jovem. Tão logo o dia amanheceu, ela se apressou a ir ver o ancião, prostrou-se aos seus pés pedindo seus conselhos. O ancião lhe explicou detalhadamente o que era a verdadeira fé, relatou sobre as maravilhas dos céus para os justos e sobre a destruição dos pecadores. A sábia virgem entendeu a superioridade da fé cristã sobre o paganismo, acreditou em Jesus Cristo como Filho de Deus e recebeu o santo batismo. Após ser batizada uma luz celestial infiltrou-se nela e a preencheu de uma alegria imensa.
Quando Catharina retornou à casa com a alma renovada, orou por longo tempo, agradecendo a Deus pela misericórdia a ela concedida. Tendo adormecido durante a prece, nòvamente ela viu a Mãe de Deus. Agora a Criança Divina olhava para ela com benevolência. A Virgem Santíssima tomou a mão direita da jovem e a Criança colocou um lindo anel em seu dedo dizendo: "Não conheça um noivo terrestre." Catharina compreendeu que a partir daquele momento ela estava prometida em casamento a Cristo e despertou cheia de uma alegria ainda maior em seu coração. Depois disto ela mudou completamente; tornou-se modesta, humilde e caridosa. Ela começou a rogar a Deus com freqüência, pedindo que Ele a guiasse e ajudasse. Um único objetivo a inspirava: viver para Cristo.
Pouco tempo depois chegou à Alexandria o co-imperador de Díoclesiano, Maximiliano (286-305). Ele enviou mensageiros às cidades do Egito chamando o povo para os festejos em honra dos deuses pagãos. Catharina se afligia pelo fato do rei, ao invés de contribuir para a instrução do povo, implantar cada vez mais superstições pagãs. Quando a celebração começou, ela chegou ao templo, onde se reuniram sacerdotes, nobres e intrépidos, e disse ao rei: "Você não se envergonha, ó rei’, em rezar para ídolos abomináveis! Conheça o verdadeiro Deus imortal e infinito; pois através Dele que os reis governam e o mundo existe. Ele desceu à terra e Se fez homem para nossa salvação."
Maximiliano enfureceu-se pelo desrespeito de Catharina por seu mérito real e mandou que a aprisionassem. Então, ele ordenou aos homens sábios que convencessem Catharina de que o paganismo era verdadeira. No decorrer de alguns dias eles expunham à jovem diversos argumentos em favor do paganismo, mas Catharina, através de sua lógica e argumentos sensatos, os despedaçava em picadinhos. Ela provava a eles que pode existir apenas um sábio Criador de tudo, o Qual com Suas realizações Se eleva infinitamente sobre as divindades pagãs. Finalmente os sábios pagãos se reconheceram vencidos pela lógica transcedente de Catharina. Tendo fracassado intelectualmente, Maximiliano, entretanto, não desistiu de seu intento em fazer Catharina mudar de opinião. Chamou-a e esforçou-se ao máximo para seduzí-la com presentes e promessas de honras e glórias. Porém Catharina se manteve íntegra.
Maximiliano precisou ausentar-se da cidade por um curto período. Sua esposa, a rainha Augusta, tendo ouvido falar muito a respeito da sabedoria de Catharina quis conhecê-la. Tendo se encontrado e conversado com Catharina, Augusta passou a crer em Cristo e se converteu à fé Cristã.
Quando Maximiliano retornou à Alexandria, nòvamente mandou buscar Catharina. Desta vez deixou cair a máscara de bondoso e começou a ameaçá-la de torturas e morte. Em seguida ele mandou que trouxessem uma roda com pontas afiadas e ordenou que a torturassem dessa maneira tão terrível. Mas tão logo iniciou-se a tortura, uma força invisível destruiu a roda e santa Catharina saiu ilesa. A rainha Augusta, ao tomar conhecimento do sucedido apresentou-se diante do marido e o censurou pela audácia de se revoltar contra o Próprio Deus. O rei ficou enfurecido pela interferência de sua esposa e mandou matá-la alí mesmo.
No dia seguinte Maximiliano chamou Catharina pela última vez e ofereceu-lhe de se tornar sua esposa, prometendo-lhe toda felicidade do mundo. Mas santa Catharina não queria nem ouvir falar a esse respeito. Vendo que todos seus esforços foram em vão, o rei mandou que a matassem, e o soldado decepou sua cabeça. Isso foi no ano 304.
Em seguida as relíquias de Santa Catharina foram transportadas para o Monte Sinai e desde então alí se mantiveram em um mosteiro com o nome dela. O Imperador Pedro o Grande deu uma preciosa urna para guardar suas relíquias.
Fonte: www.fatheralexander.org/

